Motorista de Nanaimo considerado culpado em acidente fatal: o que vem a seguir para a justiça?

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Christianne Marie Boufford foi considerada culpada de dirigir perigosamente, causando a morte de um trabalhador rodoviário, Raymond Ferguson, em Nanaimo.

Motorista de Nanaimo considerado culpado em acidente fatal: o que vem a seguir para a justiça?

Em uma trágica reviravolta nos acontecimentos, Christianne Marie Boufford foi considerada culpada de dirigir perigosamente, causando a morte na Suprema Corte da Colúmbia Britânica em 13 de agosto. Esta condenação ocorre após a morte angustiante do trabalhador rodoviário Raymond Ferguson em uma zona de construção na rodovia Trans-Canadá perto de Nanaimo em 23 de setembro de 2021. Embora Boufford enfrentasse várias acusações, incluindo direção prejudicada causando danos corporais, ela foi absolvida de todas as acusações de direção prejudicada. Em vez disso, o tribunal concentrou-se nas circunstâncias que envolveram a velocidade do seu veículo e nas terríveis consequências daquela noite.

Detalhes do tribunal indicaram que o carro de Boufford entrou na zona de construção momentos antes da colisão fatal, atingindo um carro clássico antes de colidir com Ferguson, que trabalhava ao lado de seus colegas. Este incidente também envolveu uma colisão com um caminhão basculante. O depoimento de uma testemunha apontou que Boufford viajava a 79 km/h pouco antes do impacto, apesar do limite de velocidade publicado de 60 km/h, conforme observado pelos dados do seu próprio veículo. O julgamento revelou as complexidades das leis de trânsito, uma vez que o advogado da Coroa, Nick Barber, reconheceu que a inadmissibilidade das provas de álcool no sangue, que resultou dos erros da RCMP ao informar Boufford dos seus direitos, não impediu a abordagem da acusação.

Altos riscos em zonas de trabalho

Lamentavelmente, o caso de Boufford reflecte uma tendência mais ampla observada em todo o país. Uma pesquisa alarmante feita pelo Empreiteiros Gerais Associados da América mostra que 60% das construtoras de rodovias relataram pelo menos um acidente de veículo em suas zonas de trabalho no último ano. É desanimador saber que os motoristas têm quase duas vezes mais probabilidade de morrer em acidentes em zonas de trabalho do que os trabalhadores da construção civil. Na verdade, 71% destes incidentes resultaram em ferimentos em condutores ou passageiros, enquanto apenas 30% afectaram trabalhadores da construção, destacando uma necessidade crítica de melhores medidas de segurança nestes ambientes frequentemente perigosos.

Os nossos locais de construção de estradas, cruciais para a manutenção e melhoria das infraestruturas, estão repletos de perigos. Figuras do Administração Rodoviária Federal revelam que há uma fatalidade na zona de trabalho para cada 4 bilhões de milhas percorridas por veículos. Só entre 2021 e 2022, o total de vítimas mortais nestas zonas registou uma diminuição de 7%, apresentando uma ligeira melhoria. No entanto, ainda existe um sentimento generalizado de urgência para reforçar as regulamentações de segurança. O debate nacional voltou-se para leis mais rigorosas contra distracções como a utilização de telemóveis, com mais de dois terços dos empreiteiros a defenderem regulamentações reforçadas.

O pedágio humano

O impacto emocional de tais incidentes não passa despercebido. Wayne Smith, primo de Ferguson, expressou a profunda dor sentida pela sua família, enfatizando particularmente a perda sofrida pela filha de Ferguson. Este incidente serve como um lembrete claro dos riscos de carne e osso envolvidos na manutenção e construção de estradas. O apelo por uma fiscalização e educação mais eficazes sobre a segurança nas zonas de trabalho é mais alto do que nunca, com uma parcela significativa de empreiteiros convencidos de que as sanções por violações são demasiado brandas e gravemente carentes de fiscalização.

Ao olharmos para o futuro, com a data da sentença prevista para 14 de Outubro, devemos considerar as implicações do veredicto de Boufford e os perigos que persistem nas nossas estradas. É necessário defender políticas reforçadas destinadas a garantir tanto a segurança dos trabalhadores como a segurança dos motoristas que navegam pelas zonas de construção. Os dados são claros; a reforma não é apenas benéfica, mas essencial para evitar que tragédias como esta voltem a acontecer.

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