O chefe do BVB, Watzke, critica a arrogância europeia antes do confronto da Copa do Mundo de Clubes
Watzke, chefe do BVB, critica a arrogância europeia na Copa do Mundo de Clubes, destacando a crescente competitividade do futebol global e as mudanças futuras.

O chefe do BVB, Watzke, critica a arrogância europeia antes do confronto da Copa do Mundo de Clubes
À medida que aumenta a emoção para a primeira Copa do Mundo de Clubes ampliada, o chefe do BVB, Hans-Joachim Watzke, mexeu com seus recentes comentários sobre a arrogância europeia em relação ao torneio. Na sua avaliação, Watzke critica as seleções e torcedores europeus por descartarem a competição global, argumentando que é hora de reconhecer a paixão e a força dos clubes da América do Sul, Ásia e África. Ele observa que estas regiões valorizam o torneio tanto quanto os europeus valorizam a Liga dos Campeões. “É uma boa decisão organizar o torneio fora da Europa”, sugere Watzke, referindo-se ao entusiasmo observado por estas novas oportunidades. O Borussia Dortmund deve enfrentar em breve o Ulsan HD FC, da Coreia do Sul, o que torna seus pontos ainda mais pertinentes.
A Copa do Mundo de Clubes, que agora está em transição de um formato anual de sete clubes para um evento de 32 equipes, está preparada para mudanças significativas a partir de junho deste ano. Watzke, como muitos outros, prevê que esta evolução ajudará a estabelecer o torneio como um sério concorrente no cenário do futebol global nos próximos 8 a 12 anos. Notavelmente, esta versão ampliada acontecerá nos Estados Unidos, pouco antes da Copa do Mundo de 2026, marcando um passo ousado da FIFA em direção a uma competição mais ampla.
Compreendendo o cenário global
Os argumentos apresentados por Watzke ressoam com as tensões crescentes identificadas pelos críticos que destacam a visão estreita do futebol europeu. Antes do início deste torneio, muitos acreditavam que as seleções europeias iriam avançar, relegando outros clubes a meros papéis coadjuvantes. No entanto, as evidências sugerem que os jogadores mais fortes demonstram cada vez mais as suas capacidades a nível mundial, com os clubes europeus a enfrentarem por vezes derrotas inesperadas frente aos seus homólogos internacionais.
Isto ficou evidente quando as principais equipas europeias, como o Paris Saint-Germain e o Chelsea, sofreram derrotas humilhantes contra clubes como Botafogo e Flamengo. Estes resultados realçam que o cenário do futebol de clubes é mais rico e diversificado do que muitos na Europa gostariam de admitir. As críticas em torno da comercialização do futebol também se avultam, à medida que várias vozes apelam a uma reavaliação das prioridades dentro do desporto. “A Europa está a ser acusada de comercializar excessivamente o futebol”, observam comentários sobre a situação. O próprio Watzke partilha este sentimento ao alertar contra a criação de competições adicionais pela UEFA.
A Estrutura e Preocupações do Torneio
Com a estrutura renovada da FIFA, o novo formato do Mundial de Clubes levanta suspeitas sobre o potencial congestionamento dos jogos, provocando um debate considerável sobre o bem-estar dos jogadores. O torneio com duração de um mês tem como objetivo apresentar clubes de todos os cantos do mundo, mas os jogadores podem se ver pressionados pelo tempo de recuperação entre esta competição e suas respectivas ligas. A afirmação vem acompanhada de dados da FIFPRO que revelam um calendário de jogos já desequilibrado que exige uma reforma urgente.
Além disso, os incentivos financeiros envolvidos também estão nas manchetes. Embora a FIFA inicialmente tenha prometido prêmios em dinheiro substanciais – divulgando valores como US$ 50 milhões para cada equipe – a distribuição permanece controversa. Os clubes europeus ganharão taxas de participação notavelmente mais elevadas em comparação com os seus homólogos de outros continentes. Por exemplo, enquanto os clubes europeus mais bem classificados podem receber mais de 38 milhões de dólares, os clubes sul-americanos têm garantidos apenas 15 milhões de dólares. Os da CONCACAF, CAF e AFC podem esperar ainda menos, com US$ 9,55 milhões cada, com Auckland City, o único representante da OFC, ganhando apenas US$ 3,58 milhões.
Apesar dos riscos, os adeptos de vários locais continuam apaixonados, celebrando o futebol de uma forma que as ligas europeias têm frequentemente ignorado. A ausência de estádios lotados durante o torneio tem sido um ponto sensível para a FIFA, mas a competição emocionante não passou despercebida ao público em todo o mundo. O Brasil até manifestou interesse em sediar o torneio em 2029, demonstrando seu compromisso em melhorar a posição internacional do seu cenário futebolístico.
Neste diálogo contínuo, o desafio de Watzke aos preconceitos europeus continua a atrair atenção importante. Com o início do torneio, resta saber como as potências europeias responderão às mudanças na dinâmica do futebol global e como a aura do Mundial de Clubes evoluirá nos próximos anos.
Para mais detalhes sobre o drama da Copa do Mundo de Clubes, confira a cobertura em SportBild, corrido, e Notícias esportivas.