Hacker britânico IntelBroker indiciado por onda de crimes cibernéticos de US$ 25 milhões

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O cidadão britânico Kai West foi indiciado nos EUA por ataques cibernéticos de US$ 25 milhões, ligados a grandes violações nos setores de telecomunicações e saúde.

British national Kai West indicted in U.S. for $25M cyberattacks, linked to major breaches in telecom and healthcare sectors.
O cidadão britânico Kai West foi indiciado nos EUA por ataques cibernéticos de US$ 25 milhões, ligados a grandes violações nos setores de telecomunicações e saúde.

Hacker britânico IntelBroker indiciado por onda de crimes cibernéticos de US$ 25 milhões

Num mundo cada vez mais repleto de ameaças cibernéticas, surgiu um caso significativo que sublinha a urgência de enfrentar estes perigos. Kai West, um cidadão britânico de 25 anos, foi indiciado nos EUA por ataques cibernéticos que supostamente causaram mais de US$ 25 milhões em danos. Operando sob o pseudónimo de “IntelBroker”, West foi detido em França em Fevereiro de 2025, e o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) revelou uma acusação criminal de quatro acusações contra ele, incluindo acusações de intrusão informática e fraude electrónica, que podem levar a penas de até 20 anos de prisão.

O que torna este caso particularmente impressionante é a escala das alegadas actividades de West. De acordo com Assuntos de Segurança, ele conseguiu violar mais de 40 organizações, com foco nos setores de telecomunicações e saúde dos EUA. Apesar das suas alegações de ser da Rússia ou da Europa Oriental, os investigadores associaram as suas operações a pagamentos criptográficos e endereços IP identificáveis, revelando que ele liderou um grupo conhecido como „CyberN[——]“ de 2023 a 2025. A investigação envolveu várias agências, incluindo o FBI e parceiros internacionais, destacando o esforço colaborativo necessário para combater uma criminalidade tão generalizada.

O panorama geral

Esta acusação de grande repercussão é apenas uma pequena parte de uma narrativa muito mais ampla que se desenrola no domínio da segurança cibernética. As estatísticas de violação de dados indicam uma tendência alarmante: até 2025, os custos globais atribuídos ao cibercrime deverão atingir uns espantosos 10,5 biliões de dólares, tornando-a a terceira maior economia do mundo. Conforme relatado por Quadro seguro, o custo médio de uma violação de dados aumentou para 4,88 milhões de dólares em 2024, um aumento de 10% em relação a 2023, com uma parte significativa das violações envolvendo informações pessoais identificáveis ​​dos clientes.

Para colocar isto em perspectiva, 46% das violações estão diretamente ligadas a esses dados sensíveis, deixando as organizações vulneráveis ​​e os clientes desconfiados. De forma alarmante, 74% das violações envolvem algum elemento humano, e descobriu-se que um número considerável de 12% dos funcionários retira informações confidenciais quando deixam os seus empregos. Isto realça não apenas as vulnerabilidades tecnológicas, mas também o factor humano que precisa de ser abordado.

Aumento das atividades do crime cibernético

Os dados sublinham ainda que, à medida que avançamos para 2025, os EUA registaram um aumento acentuado na actividade cibercriminosa. Com mais de 4.608 violações de dados reportadas em apenas um ano — de setembro de 2022 a setembro de 2023 — impactando mais de cinco mil milhões de registos, o cenário está a tornar-se cada vez mais traiçoeiro. Bd Emerson revela que mais de 2.328 ataques cibernéticos ocorrem diariamente, totalizando quase 850.000 anualmente. Estes números servem como um forte lembrete da necessidade urgente de medidas robustas de segurança cibernética.

A fraude continua a ser uma questão proeminente, com a fraude com cartões de crédito a representar 43,9% dos casos de fraude de identidade comunicados à Comissão Federal de Comércio, que recebeu impressionantes 6,47 milhões de denúncias de crimes cibernéticos em 2024. Curiosamente, a Califórnia, o Texas e a Florida lideram o caminho com o maior número de vítimas denunciadas, ilustrando que nenhum estado está imune à ameaça generalizada de ataques cibernéticos.

Enfrentando os desafios futuros

À medida que as ameaças evoluem, as organizações são instadas a desenvolver planos abrangentes de resposta a incidentes. Eles também são aconselhados a reforçar as medidas de segurança, já que as estatísticas mostram que as empresas normalmente levam 204 dias para reconhecer uma violação e outros 73 dias para contê-la. As implicações financeiras podem ser paralisantes; organizações que levam mais de 200 dias para identificar uma violação podem incorrer em perdas de mais de US$ 4,95 milhões, de acordo com Quadro seguro.

Na verdade, ao examinarmos o caso de Kai West neste contexto, torna-se claro que as atividades cibercriminosas, como aquelas de que é acusado, fazem parte de um ecossistema mais amplo que afeta a todos nós. Com o aumento do investimento em formação e iniciativas em cibersegurança, as organizações estão a preparar-se para o que está por vir, sabendo que a capacidade de adaptação é fundamental neste cenário em constante evolução.

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